AGENDA
16
AGO
Ginásio do Tênis Clube de Presidente Prudente
Presidente Prudente - SP
23
AGO
Casa de Praia
Aracajú - SE
CONTATO PARA SHOWS
(11) 3872-4422 - SHOWS@CPM22.COM.BR
ACÚSTICO DISPONÍVEL NA ITUNES STORE
BIO
A banda existe desde 1995, antes chamada apenas de "CPM". Já em 1996, lançaram sua primeira demo tape em formato K7 . Em 1998, a banda criou uma caixa postal resultando no número 1022. Ao notarem a coincidência com a sigla (CPM), mudaram o nome da banda para Caixa Postal Mil e Vinte e Dois, e intitularam a segunda demo tape com o novo nome. Gravada em agosto de 1998, a demotape do CPM 22 foi produzida por Kuaker e Mingau no estúdio Wah-Wah, em São Paulo.

"Não tínhamos a pretensão de fazer dinheiro com a venda da demo porque queríamos apenas divulgar o som da banda pelos lugares por onde a gente passasse, assim, ela era vendida a apenas R$ 2,00 para cobrir os custos da gravação, fita K7 e encarte". A cada show eram vendidas cerca de 20 demos, o que contribuiu muito para a banda ganhar algum reconhecimento no underground. Nessa época, disponibilizaram as músicas da demotape na internet no formato MP3, na esperança que seu som chegasse a outros lugares.
A agenda de shows foi crescendo e, conseqüentemente, a cobrança por material novo. Surgiram novas composições, sempre com a marca da banda e o resultado foi o CD independente A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum.

A versão de que CPM significa Caixa Postal Mil e Vinte e Dois foi contrariada pelo guitarrista Wally que saiu da banda por iniciativa própria, na turnê do disco Cidade Cinza. No DVD CPM 22 o Vídeo 1995/2003 Wally afirma que o nome da banda surgiu quando Wally e seu primo brincavam e diziam um para o outro: Crucificados e Podres hasta la Muerte. Onde surgia a sigla CPM, e ainda afirma que o número 22 foi um número qualquer escolhido.
MÚSICAS
Clique no nomes das músicas para ver os clipes do acústico.
AGENDA
16
AGO
Ginásio do Tênis Clube de Presidente Prudente
Presidente Prudente - SP
Avenida Washington Luiz, 1841 - Jardim Paulista
23
AGO
Casa de Praia
Aracajú - SE
(RESERVA)
24
AGO
Bahia Cafe Hall
Salvador - BA
30
AGO
Festival de Inverno
Vitória da Conquista - BA
(CONFIRMADO)
05
SET
PARQUE DE EXPOSIÇÕES E LEILÕES
Itatiaiuçu - MG
(RESERVA)
19
SET
Velódromo da USP
São Paulo - SP
Av. Prof. Melo Moraes (cidade universitária)
20
SET
Fernandes Tourinho
Fernandes Tourinho - MG
(RESERVA)
18
OUT
Hangar 110
São Paulo - SP
R. Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro
19h - {Show Elétrico} / Censura: 14 anos
19
OUT
Hangar 110
São Paulo - SP
R. Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro
19h - {Show Acústico} / Censura: 14 anos
14
NOV
Sorema
Matão - SP
Rua José Artimonte, 337 - Vila Santa Cruz
05
DEZ
Sesi Clube do Trabalhador
Manaus - AM
(CONFIRMADO)
20
DEZ
Clube Recreativo de Rio Claro
Rio Claro - SP
Rua 9, n°1569 – Santa Cruz
24
JAN
Girus Disco Show
Pará de Minas - MG
RUA OITO DE MAIO, 181, CENTRO, PARÁ DE MINAS – MG
CONTATO PARA SHOWS - (11) 3872-4422 - SHOWS@CPM22.COM.BR
DISCOGRAFIA
Acústico
2013
Depois de um Longo inverno
2011
Cidade Cinza
2007
MTV ao Vivo
2006
Felicidade Instantânea
2005
Chegou a hora de Recomeçar
2002
CPM 22
2001
A alguns Quilômetros de Lugar Nenhum
2000
Acústico
2013
Numa tarde qualquer de maio, toca o telefone e me dizem que o Badauí quer falar comigo. Ok, já vou. O que será que ele quer comigo? Eu me lembro bem das primeiras vezes em que nos falamos. Colocaram a gente pra tocar juntos numa banda formada pra se apresentar em uma premiação da MTV. Naquele momento eu era a celebridade, e o CPM 22, a novidade. Sempre gostei de estar entre a garotada que tá chegando. O sangue novo me dá a sensação de que rock brasileiro tá saudável. E no caso deles, tendo uma raiz parecida com a minha, o punk, o relacionamento foi fácil e natural. Mas, embora tivéssemos várias bandas em comum nos nossos iPods, a maior influência do som deles vinha de uma geração que eu só viria a conhecer mais tarde. A árvore genealógica do rock é imensa e cheia de ramificações, mas o punk rock parece, às vezes, ser uma planta em separado. E assim, eu, que achava que conhecia tudo, fui apresentado ao hardcore melódico. Beleza, agora voltando ao telefonema do Badauí... o cara queria que eu participasse do acústico do CPM 22. Jura? É claro, maior prazer. Onde e quando? Os ensaios são de tal a tal dia e as gravações em junho. Certo, vamos lá. Chego ao primeiro ensaio e encontro além do Badauí, Japinha, Luciano e Heitor, o Phil da banda Dead Fish e o incrivelmente versátil, Ganjaman. O clima era relaxado. Todos muito calmos. Se não me engano, o Badauí tava descalço, o Lu bebendo alguma coisa e o Japinha encostado na parede atrás da batera. Ganja trocando idéias de arranjos com Paul, o produtor do disco. O Heitor, um músico que sempre achei um fenômeno à parte, tava tirando alguma coisa ao lado de um baixo acústico maior que ele. O único que eu não conhecia era o Phil, que logo justificou sua presença ali; além de exímio guitarrista, é sangue bom, fácil de se gostar. E então, finalmente, faço contato com o Acústico do CPM 22. Assisto a uns cinco, talvez seis ensaios. Tá na cara que aqueles caras não eram mais os mesmos moleques que tinha conhecido uns dez anos atrás. Todos, sem exceção, tinham passado de músicos amadores viscerais a artistas igualmente intensos, mas agora com a precisão que profissionais só têm depois de anos na estrada. Os ensaios fazem da banda uma máquina mais azeitada ainda, e agora, é só esperar pelo show e pela gravação. Numa noite fria de junho, enquanto o país estava sendo surpreendido por manifestações, nos encontramos todos num estúdio, meio longe de tudo e de todos, perto da Granja Viana. O cenário estava montado. A platéia fielmente no seu lugar. As luzes e os instrumentos afinados. E o CPM 22, calmo como se nada houvesse. E eis que tudo começa. Acredito que o propósito, ou talvez a virtude maior dos acústicos, é trazer as canções à tona sem maquiagem. Ali, sem nenhum efeito. Sem distorção, muitos pedais ou overdubs. Tudo tem que ser resolvido com violão e voz. A noite abre com “Não Sei Viver Sem Ter Você”. E o que chama a atenção logo de cara, é a facilidade com a qual o Badauí está cantando. Alcançando notas com precisão e sem esforço. Aliás, quase todos na banda fazendo vocais. Muito bacana. É um prenuncio do que vem pela frente: lindas melodias que saltam aos ouvidos. Todos os presentes se sentem compelidos a cantar junto, e o fazem, do começo ao final da gravação. Na seqüência, “Desconfio”, “O Chão que Ela Pisa” e a primeira inédita, “Tony Galano”. Nessa, o Phil faz um solo de cair o queixo. Simples, direto ao ponto e efetivo. Nesse ponto, entra o trio de metais: Fernando Bastos, Paulinho Viveiro e Tiquinho. Rola “Vida Ou Morte”, ska na veia. Mais uma melodia irresistível. A platéia vem abaixo. O CPM 22 começou como uma banda independente e seu primeiro disco é lançado assim, sozinho. A seguinte é desse disco, “A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum”, e se chama “Vai Mudar?”. O Luciano também tá tocando muito bem. Seguro e certeiro como no arpejo da próxima, “Irreversível”. E assim vamos indo noite adentro, um single após o outro, uma carreira inteira em uma noite. Algumas, como “Tarde De Outubro”, já parecem hinos, já fazem parte do meu subconsciente. Sei quase todas as letras mesmo sem nunca ter decorado-as. E então rola uma que não conheço. Música nova. Mais uma grande melodia, candidata séria a ser mais uma na sua já extensa coleção de singles. Prestem atenção nela, seu nome é “Perdas”. A apresentação segue com “Nossa música” e “O Mundo Da Voltas”, meio country com Japinha tocando muito. Maquininha. E como se não bastasse, ainda cantando o show inteiro. E a noite continua, “Um Minuto Para o Fim Do Mundo” (da qual eu participo), “CPM22”, “A Cura” e “1000 Motivos”. E para fechar, despedida com chave de ouro, deixando a sensação que o tempo passou voando, a noite é encerrada com a impagável “Regina Let's Go!”. São escolhidas 18 músicas de todos os 6 discos produzidos ao longo de 13 anos de carreira profissional, além de 4 inéditas. É o registro de uma noite inspirada e avassaladora de uma grande banda. E eu vi tudo. Parabéns.

Dinho Ouro Preto.
Depois de um Longo inverno
2011
O CPM 22 chega ao seu sétimo disco e a palavra que melhor resume esse trabalho é “maturidade”. Depois de 4 anos do lançamento de “Cidade Cinza” em 2007, a banda volta com aquele que pode ser aclamado como seu melhor disco até hoje. A expectativa dos fãs finalmente será saciada com um disco repleto de influencias de punk, hardcore e ska. O melhor de tudo é que o CPM 22 continua fiel às suas raízes. É aquela mesma banda que começou lá pelos idos de 1998 quando lotavam o Hangar ( o primeiro templo do hardcore em SP). A banda está com a mesma pegada que nos remete à referencias de Clash, Ramones, Misfits, Stiff Little Fingers, Sham 69 e Pennywise, dentre tantas influencias do bom e velho punk rock. O vocalista Badaui é o mestre das palavras, em seu discurso elas ganham ênfase. Esse lance de trabalhar o poder das palavras vem de seus mestres da década de 80 e do nosso punk brasileiro. De Marcelo Nova do Camisa de Venus, a Redson do Cólera e Clemente dos Inocentes, o estilo vocal de Badauí cantar e proferir as palavras está enraizado nesses ícones do rock brasileiro. Em termos de formação o CPM 22, mantém um dos melhores times de músicos do rock brasileiro. O baterista Japinha é um dos melhores dessa nova geração do rock brasileiro a partir dos anos noventa, é preciso e pega literalmente pesado. Os riffs de guitarra de Luciano Garcia tem a fúria de um Steve Jones do Sex Pistols, enquanto o baixo do Fernando completam a cozinha perfeita ao lado das baquetadas do Japinha.

Um lado irresistível desse novo disco é com certeza as faixas com uma levada de ska, um dos ritmos mais empolgantes do rock de todos os tempos. A história do ska vem da Jamaica na década de 60 e foi adotada pela geração punk do final dos anos setenta como The Clash, depois The Specials e Madness, que fizeram do ska um movimento musical dos anos 80. Foi mais popularizada por bandas como Police e aqui no Brasil pelos Paralamas do Sucesso. A galera do CPM 22 sempre adorou resgatar esse lado agitado do ska pras suas canções e tudo ganha uma forma vibrante e dançante como fazem os americanos do Rancid até hoje, misturar ska com The Clash.

Abaixo um faixa a faixa de “Depois de Um Longo Inverno”

01) O disco abre com “Abominável” num tom de marcha punk, o trem CPM 22 entra nos trilhos numa viagem massacrante, onde a letra já afasta as más vibrações.
02) Vida ou Morte – Esse é o primeiro ska do disco, que mistura deliciosos arranjos de trumpete, trombone e saxofone e aquele dançante teclado característico do genero.
03) Filme que eu nunca vi – As bases de guitarra que abrem a música tem aquela referencia Sex Pistols, marcante e precisa enquanto a letra discute valores e crenças do ser humano.
04) Hospital do Sofredor – A música começa numa levada digamos “Ramonica” com uma pitada de hardcore e a letra bem humorada questiona os sofrimentos como no refrão “Quase enfartei no auge da minha dor/Quase me internei no hospital do Sofredor/Eu me desesperei nem remédio adiantou, mas forte suportei, acabou
05) Cavaleiro Metal – Um dos melhores arranjos desse disco, também vai naquela onda do ska com a sessão de metais atacando já desde o início da música.A letra fala de um perdedor que fez de sua vida uma tragicomédia. Pensando bem essa letra se encaixa numa série de tipos que nos deparamos ao longo de nossas vidas.
06) Quem sou eu – essa é uma composição do Badauí, letra e música, as anteriores são do Luciano Garcia. Tem a marca hardocore/punk do bom gosto do autor que quebra num refrão à la Ramones e depois retorna ao hardcore e questiona de forma inteligente um relacionamento e sugere aquela velha e infalível formula de que a união faz a força.
07) Na medida Certa – Essa canção traz uma carga de influencias oitentistas e ao mesmo tempo flerta com riffs de indie rock, mas em momento algum se prende a isso, pois tem a cara e a marca do som do CPM 22.
08) Um pouco de paciência – Mais centrada numa sonoridade dos anos 90 e com uma pegada hardcore com riffs na onda Foo Fighters, resulta num pop punk daqueles pra tocar no rádio e sair cantando versos como “ E voce por favor não me pressione assim/ Eu não sei desconheço ainda não aprendi/Outra forma de lidar com a situação
09) Sofridos e excluidos - O tecladinho ska que abre a música é irresistível, lembra as canções do inicio da carreira dos Paralamas que falavam da vida difícil das pessoas, tipo “Alagados”, numa leitura hardcore na linha CPM 22, grande letra, talvez uma das melhores desse disco.
10) Nova Ordem – Retomando a linha punk hardcore em quase dois minutos tá dado o recado, “a nova ordem é viver, olhar pra frente”
11) CPM 22 - Um surpresa bem agradável nesse disco do CPM22 é essa faixa quase auto-biográfica da banda, uma forma pra lá de simpática de agradecer aos fãs por esses 15 anos de carreira. Uma maneira interessante de aproximar cada vez mais o CPM 22 de seu público e deixá-los mais à vontade ainda ao ouvirem esse novo disco. Aliás a música retrata muito dessa maturidade da banda que foi citada lá no inicio, o som deles está sintonizado com tudo que acontece nos dias de hoje.
12) Minoria – Esse é outro exemplo do crescimento musical e a expansão de referencias e sonoridades, num certo momento de “Minoria” entra um solo de cello que dá um ar moderno e ao mesmo tempo ousado.
13) Março 76 – Uma letra bem mais auto-biográfica em que Badaui relata momentos de sua vida, “Nascido em São Paulo, março fim dos anos 70 em plena ditadura militar, aos 12 ouvia Ramones, aos 15 ainda moleque, descobri que a vida não era simples, roubaram o nosso país!” Um retrato de sua sobrevivência aos trancos e barrancos, mas de certa forma exaltando um nacionalismo e a escolha de continuar vivendo nesse Brasil.
É um disco rico em sonoridades e instrumentos diversos, além dos tradicionais baixo, guitarra e bateria. Os saxofones,trumpetes e trombones foram responsabilidade de Fernando Bastos, Paulinho Viveiro e Tiquinho. Mauricio Takara tocou Vibrafone em “CPM 22” e “Filme que eu nunca vi”. Patricia Ribeiro fez o solo de cello maravilhoso de “Minoria” e Daniel Ganjaman foi responsável pelos sensacionais arranjos de órgão Hammond, piano e arranjos de metais.Backing vocals e vocais adicionais ficaram por conta de Neli Giogi e Phil Fargnoli.

Três palavras resumem bem o álbum “Depois de Um Longo Inverno”, surpreendente, renovado e cativante. Esse é o CPM 22, que todo fã esperava, não decepciona em momento algum, atira em novas direções sem perder o foco e acima de tudo vem com letras inteligentes. Se muitos reclamam que o rock brasileiro está carente de bons letristas, o CPM 22 volta com um disco cujo discurso questiona muitos dos nossos valores sociais que ficaram esquecidos de uns tempos pra cá e mostra para nova geração um novo caminho pra que todos cresçam, assim como eles conseguiram nesse sétimo disco e como falei anteriormente o melhor da carreira do grupo.

Por: Kid Vinil
Cidade Cinza
2007
Caros amigos, Fãs antigos ou de anteontem e torcedores de bico de plantão:
“Cidade Cinza” é o bom e velho CPM 22 de sempre e mais, duas faixas que fogem do estilo original da banda mas que não deixam nada a desejar, pelo contrário, acrescentam e mostram a bagagem acumulada nos últimos dez anos de estrada.

Mantendo a parceria com os produtores musicais Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia, é o primeiro disco de inéditas e de estúdio com a formação atual: Fernando Badauí (voz), Eduardo Wally (guitarra e backing vocal), Luciano Garcia (guitarra), Ricardo Japinha (bateria) e Fernando Sanches (baixo).
São doze músicas em trinta e poucos minutos, instrumental gravado ao vivo, as cordas com afinação mais baixa e... putz, o resultado ficou foda!!! Sabe aquele disco que cabe inteiro de um lado de uma fitinha K7? É isso. Disco bom é assim. De Bad Religion a NOFX, passando por Rancid e Face To Face, cada faixa deixa bem claro que essa é a escola do CPM22, o tipo de som que a banda sempre ouviu.

“Estranho No Espelho” abre o CD, melodia triste com dedilhados e guitarraria monstro, mas bem melancólica.
“Nossa Música” é mais alegrota, cavalgadas de guitarra a la Shelter e bateria acelerada. Destaque pro refrão que gruda no ato.
Com (des) harmonias diferentes, quase um outro tipo de choradeira numa pegada Descendents é a terceira faixa “Ano Que Vem Talvez”.
Mas por que ficar sempre citando o nome de alguma banda gringa? Bem, uma coisa é influência, outra é cópia. O CPM22 põe o coração neste disco como sempre fez, só que desta vez, muito mais experientes, sólidos e maduros.
Tanto nas composições como na execução e na gravação.
“Escolhas, Provas e Promessas” é paulada, melódica, tipo Swingin Utters. Ao contrário do que os fãs estão acostumados a ouvir, “Tempestade de Facas” tem uma introdução com um puta som de baixo, é tenso, beirando o Punk SP antigo só que bem gravado.
“1000 Motivos” é CPM22 puro, bateria rápida com quebradas no meio da música.
“Depois de Horas” hardcore melódico dos bons, por mais que o termo tenha perdido o significado dá pra entender perfeitamente ao ouvir este petardo.
“Mais Rápido Que As Lágrimas” punk rock romântico, “Reais Amigos” e “Tempo” hardcore americano do jeitinho que o pai ensinou.
“Maldita Herança” é uma porradaria nervosa com uma parte metal, mais uma vez a banda flertando com outros estilos.
E por última ela, que leva o nome do disco, “Cidade Cinza”, música linda, um hino imediato. Vocal meio falado naquela onda Rancid, uma homenagem a cidade hardcore. Cinza.
A ordem das músicas no disco, a duração perfeita do álbum, gravação impecável e a sutil diferença entre as canções (vez ou outra não tão sutil) fazem de “Cidade Cinza”, na minha opinião, o melhor disco do CPM 22. Divirtam-se, é garantia garantida.

Fralda (Outubro de 2007)
MTV ao Vivo
2006
A consagração

Nem de longe alguém poderia imaginar que uma banda saída há alguns anos da cena independente paulista mais voltada para o punk rock/hardcore poderia alcançar tanto êxito e reconhecimento no cenário mainstream onde produtos, artistas ou bandas “pré fabricados” são despejados aos montes. Ainda bem, para todos nós, que o CPM 22 conseguiu manter a sobriedade e não se rendeu a ondas momentâneas ou fórmulas mercadológicas e mantiveram sua música de maneira integra, o que vem ocorrendo até os dias de hoje...

O primeiro Cd, A alguns quilômetros de lugar nenhum, lançado de maneira totalmente independente pela banda, já mostrava bastante potencial o que foi confirmado pouco tempo depois que foram contratados pela Arsenal Music que acreditou, investiu e lançou o álbum seguinte de nome CPM 22 em 2001, resultando em mais de 150.000 cópias vendidas e com canções que se transformaram em hits, como “Regina Let´s Go”, “Tarde De Outubro” (cujo vídeo clipe rendeu o prêmio na categoria revelação no VMB, da MTV Brasil, no ano de 2002), “Anteontem” e “O Mundo Dá Voltas”.

Em 2002 um novo álbum e a pressão que fatalmente ocorre e que é por muitos chamada de “maldição ou síndrome do segundo disco” passou longe do CPM 22 pois Chegou A Hora De Recomeçar atingiu a expressiva marca de 180.000 cópias vendidas.

Músicas como “Desconfio”, “Ontem”, “Dias Atrás” e “Não Sei Viver Sem Ter Você”, “ não só fizeram a cabeça de muita gente mas também colocaram o CPM 22 como um dos expoentes do cenário rock e levou à banda aos quatro cantos do Brasil através de centenas de shows.
Em 2005, Badaui (voz), Wally (guitarra e voz), Luciano (guitarra) e Ricardo Japinha (bateria e voz), apresentaram o álbum Felicidade Instantânea.

A primeira música de trabalho deste CD, “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”, uma parceria entre Wally e Rodrigo Koala do grupo Hateen, foi durante meses a música mais tocada nas rádios brasileiras. Outras, deste mesmo Cd como “Irreversível”, “Não vá Embora”, “Apostas e Certezas” e até “Contagem Regressiva” são cantadas em uníssono durante os shows.

Apesar de ter sido o guitarrista Luciano responsável pela gravação do baixo no álbum Felicidade Instantânea, para as apresentações ao vivo convocaram um amigo de longa data, o músico e produtor Fernando Sanches, num casamento musical que não poderia ter sido mais perfeito já que Japinha é também baterista do Hateen.
Shows, prêmios [no VMB 2005 da MTV Brasil - melhor vídeo clipe de rock com “Irreversível”, escolha da audiência - “Um Minuto Para o Fim do Mundo” e o inusitado banda dos sonhos onde Ricardo Japinha foi escolhido o baterista e mais agenda totalmente lotada de shows, foram as conseqüências diretas deste novo álbum de sucesso que atingiu a marca de 80 mil cópias vendidas e se transformou, também, no DVD “Felicidade Instantânea” – que mostra cenas de estrada de shows, e a banda tocando no Midas Studios.
Com esta nova formação cada vez mais afiada e se mostrando bastante estabilizada, já estava mais que na hora do lançamento de um trabalho literalmente ao vivo. Desta idéia surgiu uma parceria da Arsenal Music , MTV Brasil e Universal Music que orgulhosamente apresentam: MTV ao VIVO CPM 22.

O CD tem 23 músicas no total (21 faixas). Uma importante revisão de grandes canções como “Regina Let´s Go”, “Desconfio”, “O Mundo da Voltas”, “Irreversível”, “Um Minuto Para o Fim do Mundo”, “Apostas e Certezas”, “Tarde de Outubro”, “Anteontem”, entre outras, ou seja, uma verdadeira coleção de hits em mais de uma hora de muita adrenalina e emoção musical, tudo isto a cargo da produção de Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia.

A banda resgatou de maneira magistral “Light Blue Night” do primeiro CD independente, montaram um curioso e funcional medley das músicas “Peter”, “60 Segundos” e “Garota da TV”, além de quatro novas canções: “Inevitável” (que logo de cara se tornou a primeira música de trabalho desta obra) prometendo ser mais um grande hit , “Pouco pra Mim”, “Libertar” e “Além de Nós”.

A gravação de MTV ao VIVO CPM 22 foi na cidade de São Paulo nos dias 10 e 11 de Maio de 2006 no Espaço das Américas e estará nas lojas a partir de 31 de Julho de 2006 na versão CD e no primeiro dia de Setembro em DVD, sendo que o especial MTV ao VIVO CPM 22 será transmitido pela emissora no Domingo, dia 30 de Julho de 2006.

O público que compareceu em massa nos 2 dias de gravação foi, de maneira muito bem pensada, colocado em volta de um palco redondo, central, construído estrategicamente, no centro da casa, para que ao mesmo tempo, transmitisse um feeling de a banda estar tocando numa garagem ou em uma casa de shows de pequeno porte e, assim, criando a atmosfera perfeita para uma gravação ao vivo. E a resposta foi simplesmente impressionante, mágica. No decorrer da audição do CD, por várias vezes, a vontade é de sair pulando da cadeira, cantar e gritar junto com a banda, como o próprio público o fez em praticamente todo o show. Badaui, Wally, Luciano, Ricardo Japinha e Fernando se mostram músicos seguros, de grande calibre, donos do palco e totalmente entrosados, que trabalharam arduamente para chegar onde estão e ainda, mesmo que talvez inconscientemente ajudaram a abrir as portas do mainstream para uma cena independente que aos poucos vem sendo conhecida e desbravada, a mesma a qual vieram nomes como Dead Fish, For Fun, NX Zero, Emo., Hateen e tantos outros.

O CPM 22 se consagra, atinge merecidamente um patamar onde poucos chegaram e merecem estar.

Francesco I. Coppola (Julho de 2006)
Felicidade Instantânea
2005
A luz no fim do túnel

Sob olhares desconfiados e incrédulos, ao lançar seu álbum homônimo em 2001, o CPM 22 aparecia timidamente no cenário rock nacional. Apesar de toda a experiência e respeito adquiridos no underground paulistano, o grupo estava na mira de um público e mídia não familiarizados com o hardcore. Porém músicas cheias de vigor como “Regina Let´s Go”, “Tarde De Outubro” (cujo clipe rendeu o prêmio na categoria Artista/Banda revelação no VMB, da MTV, em 2002), “Anteontem” e “O Mundo Dá Voltas” acabaram angariando a simpatia dos adolescentes e contagiando o país, resultando em uma vendagem de 120 mil cópias. A “prova de fogo” veio com o segundo disco, estigma que pode tanto consagrar quanto derrubar artistas não só de rock como de outros gêneros, mas que foi superada com o sucesso de 180 mil cópias vendidas de “Chegou A Hora De Recomeçar” (2002). Dele saíram faixas como “Desconfio”, “Dias Atrás”, “Especial Como Você”, “Ontem” e “Não Sei Viver Sem Ter Você”, exaltadas nos shows da turnê finalizada em janeiro. No mesmo mês, um capítulo importante foi encerrado na história da banda: a participação de Portoga como baixista. O contratempo serviu para que Badaui (voz), Wally (guitarra e voz), Luciano (guitarra) e Ricardo Japinha (bateria e voz) entrassem ainda mais unidos em estúdio, resultando no álbum mais maduro e diversificado do CPM 22.

A gravação de “Felicidade Instantânea”, que sai pela Arsenal Music com distribuição da SONYBMG, foi feita no Midas Studios e a produção ficou mais uma vez nas mãos certeiras de Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia. A faixa-título abre o CD mostrando o hardcore característico do grupo, onde ao mesmo tempo já é possível notar mudanças sutis, como a fúria de Badaui bradando a aguerrida frase “Olá, sou eu que faço as canções pra você chorar”. O momento passado por Wally, autor da música, reflete a tentativa do ser humano em manter vivo um êxito, aspirando poder tê-lo sempre que quiser. Na seqüência, “Um Minuto Para O Fim Do Mundo”, uma parceria entre Wally e Rodrigo Koala (que compôs “Chegou A Hora De Recomeçar”), mantém o pique e a carga emocional. A faixa, que já toca nas principais rádios do país e tem clipe dirigido por Johnny Araújo, também enfatiza a urgência de aproveitar ao máximo a vida. Essa talvez seja a maior influência do CPM 22, o cotidiano e todas as emoções que uma pessoa sente ao longo de sua existência. Podendo passar por momentos de dissabores (“Irreversível”), ambigüidade (“Recíproca”), e até casos extremos como na lamuriosa “Jovem, Alcoólatra, Suicida”. Faixas como “Apostas & Certezas”, “A Cura” e “Depois Do Fim”, trazem o estilo consagrado pelo CPM22, onde as bases simples se juntam às melodias acentuadas e aos backings vocals marcantes. Assim fica fácil entender porque eles abriram caminho para outras bandas de hardcore no Brasil, tornando-se a maior, e mais influente, referência do gênero. Em clima sorumbático, “Não Vá Embora” narra o desespero de quem já ficou sem um grande amor, reconquistou-o, e está a um passo de perdê-lo novamente.

O tempo na estrada só trouxe melhorias ao grupo, a começar por Badaui que além de estar mais solto, ampliando sua presença no palco, agora obtém maior segurança para gritar e variar o vocal. É o que ele faz com tremenda propriedade em “Pensamentos Negativos”, “Crise De Existência”, e “Reflexões” – que funciona como um banho de sal grosso e promete arder nas feridas de muita gente. Nelas, as influências de post-hardcore e até mesmo metal se fizeram presentes, seja nas guitarras afinadas em um tom mais baixo ou na potência que Japinha macetou seu instrumento. A desesperada “Cidade Em Chamas” ganha ainda mais força em seu refrão caótico.
“Contagem Regressiva” teve sua estréia no show registrado em “CPM 22 O Vídeo 1995/2003” – DVD de Ouro ao atingir a marca de 25 mil cópias vendidas - e desde então é presença garantida nas apresentações.

O grupo mantém ligação direta com o fértil cenário independente. Seja nas colaborações de Koala (que há mais de 10 anos atua à frente do Hateen, que tem Japinha nas baquetas) ou com Carlos Dias, emblemático vocalista do Againe e do Polara, grupos diferentes porém essenciais no contexto indie rock nacional. O gaúcho Carlinhos, como é conhecido, também costuma vagar pelas artes plásticas e visuais, e seus dotes podem ser conferidos na capa e encarte do CD. Há também Rodrigo Giannetto, do Fr!la, e ainda que não participando diretamente – o baixo foi gravado por Luciano – o músico e produtor respeitado na cena alternativa paulistana Fernando Sanches (Hateen, Againe, Van Damien, entre outros) ajuda a engrossar esse seleto time, já atuando como baixista nos shows do CPM 22.

Como em um sonho (ou filme), “Park, Park” mescla ficção com realidade, onde o personagem principal questiona a liberdade de seu mundo interior em conflito com a hipocrisia do exterior. A sonoridade se envereda pela linha tênue do rock alternativo. “Repetição” encerra o álbum em clima melancólico, com suas bases pesadas e a suave melodia de um tecladinho aparecendo rapidamente no final da canção.

Como um diário escrito entre quatro paredes durante longas madrugadas de solidão, as canções do CPM 22 contêm elementos que se contradizem, como agruras, alegrias, revolta, resignação e descrença... Mas sobretudo mostrando que com “Felicidade Instantânea” a luz no fim do túnel pode demorar, mas ela chega!

Ricardo Tibiu (Março de 2005)


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O DVD

O CPM 22 surgiu em 1995 e hoje tem em sua formação Badauí (vocais), Wally e Luciano (guitarras) e Ricardo Japinha (bateria). Desde então colecionou sucessos e shows lotados por onde passaram. Em 2001 o primeiro disco (CPM 22), em 2002 o segundo (Chegou a Hora de Recomeçar), prêmio de Banda Revelação no VMB de 2002 e duas indicações ao Grammy Latino

No ano seguinte foi lançado o seu primeiro DVD, O Vídeo – 1995/2003, com registro de uma histórica apresentação no Hangar 110 (templo paulistano do punk rock, onde a banda começou sua carreira), todos os videoclipes da banda, cenas de bastidores e entrevistas, que foi DVD de Ouro ao atingir a marca de 25 mil cópias vendidas.
Em 2005, chega às lojas o terceiro álbum, o mais maduro e diversificado do CPM 22. Felicidade Instantânea. A música “Um Minuto Para o Fim do Mundo” abriu os trabalhos dessa nova fase, em que passaram a contar, ao vivo, com o baixista Fernando Sanches. O disco foi produzido pelos craques Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia
Agora no finalzinho ao ano eles lançam o DVD “CPM Felicidade Instantânea”, quase como um presente de Natal da banda para os fãs. Com a direção de Rodrigo Giannetto esse DVD traz imagens inéditas de todas as turnês, bastidores, shows, a banda na e principalmente todo o trabalho de pré-produção e gravação do CD FELICIDADE INSTANTANEA.

As imagens foram colhidas durante as turnês e tinham esse objetivo: ser material inédito para os fãs e pra quem gosta de hardcore e rockn`roll. Outro ponto alto do DVD é o menu intitulado "ENSAIO" que tem onze músicas do CD tocadas no estúdio ao vivo (sem overdubbing) em versão EXCLUSIVA e INÉDITA em som 5.1. E para encerrar com chave de ouro, os clipes que foram grandes vencedores do VMB 2005 (MTV BRASIL) “UM MINUTO PARA O FIM DO MUNDO” (dirigido por Johnny Araujo que faturou o principal prêmio - o da ESCOLHA DA AUDIÊNCIA) e IRREVERSIVEL (dirigido por Carmine Bagnato - que venceu como MELHOR CLIPE DE ROCK).
A seguir, o set list do “Ensaio”: Irreversível, Felicidade Instantânea, Não Vá Embora, Apostas & Certezas, A Cura, Cidade Em Chamas, Pensamentos Negativos, Depois Do Fim, Park, Park, Crise De Existência, Um Minuto Para O Fim Do Mundo.
Aproveite as férias e tenha um ótimo espetáculo!

Assessoria de Imprensa – Arsenal Music
Chegou a hora de Recomeçar
2002
Você é daqueles que vive dizendo que não surgem mais bandas de rock como antigamente?

Se sua resposta for sim, você está totalmente enganado! E com apenas algumas consoantes e números é possível ter uma banda de rock brasileiro da melhor qualidade.

A banda CPM 22, que surgiu no cenário hardcore em 1995 e estreou em CD com o independente A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, chega no ano de 2002 com um currículo recheado de conquistas: 100 mil cópias (Disco de Ouro) do álbum CPM 22, prêmio de banda revelação no último VMB, indicação ao Grammy Latino na categoria álbum de rock, vários hits espalhados pelo Brasil como “Regina Let´s Go”, “Tarde de Outubro”, “O Mundo Dá Voltas” e “O Chão que Ela Pisa” e uma agenda lotada de shows.

Agora o CPM lança seu novo trabalho – Chegou a Hora de Recomeçar. Os fãs da banda não precisam se preocupar, pelo contrário podem ficar ansiosos com a chegada do novo CD, que já é sucesso. O título não quer dizer que eles estão recomeçando ou fazendo um outro tipo de som, o hardcore continua presente nas 14 faixas do CD.
O título do disco apenas passa uma idéia da banda de que não é preciso cair para buscar novos caminhos. Você pode sempre recomeçar.

A produção do novo trabalho ficou mais uma vez a cargo de Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia. A maioria das músicas do novo CD foram compostas pelos integrantes da banda, que usaram experiências próprias e situações do cotidiano para falar do inconformismo e das esperanças dos jovens que vivem nas ruas das grandes metrópoles: amores, dúvidas e frustrações.

Portoga homenageou a namorada em “Especial como Você”. Badaui foi o responsável por “Vidas que se Encontram”. Luciano escreveu “Sonhos e Planos” e “Desconfio”, primeiro single de Chegou a Hora de Recomeçar. A faixa, que está entre as mais tocadas na programação das rádios rock de todo o país, já é cantada em coro pelo público que tem acompanhado os últimos shows.

“Atordoado”, também escrita por Luciano, contou com a participação super especial nos vocais de Rodrigo do Dead Fish, uma das mais influentes bandas do cenário underground nacional.

Por falar em shows, o CPM aproveitou o novo CD para regravar duas músicas que haviam sido lançadas no CD independente e que estão sempre entre as mais pedidas dos shows: “Garota da TV” (Wally) e “Peter” (Wally, Luciano, Japinha, Badaui e Portoga).

Agora o próximo passo é colocar o pé na estrada. E o CPM 22 parte para a turnê de lançamento do novo trabalho carregando uma certeza: a de que o rock do ano 2002 indiscutivelmente já tem uma identidade que conquistou todo o Brasil! Chegou a Hora de Recomeçar é, com certeza, hardcore brasileiro da melhor qualidade.

Departamento de Imprensa (Outubro de 2002)
CPM 22
2001
Banda chega dando novo gás e injetando vitalidade no rock nacional

Letras e números, será que a vida se resume a isso? O CPM 22 está aí com suas músicas para provar que não!
A banda surgiu em 1995, influenciada por punk rock e hardcore. Adicionando melodia e romantismo adolescentes a mistura punk/hardcore, o CPM 22 (Caixa Postal Mil e Vinte e Dois) não se prende a estilos. E além de nomes como Ramones, Screeching Weasel e Garage Fuzz servirem de influência, os rapazes bebem na fonte de Weezer, Smashing Pumpkins e até mesmo Kiss.

Em 1998 gravaram a demo-tape CPM 22 e conseguiram destaque não só no cenário underground nacional, como na grande mídia. Em 2000 a banda foi indicada à categoria Melhor Democlipe no Video Music Brasil, com o clipe da música “Anteontem”.

A agenda de shows foi crescendo e, consequentemente, a cobrança por material novo. Surgiram novas composições, sempre com a marca da banda – hardcore com letras que expressam o cotidiano dos jovens – e o resultado foi o CD independente: A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum.

Em apenas um mês a banda vendeu 4 mil cópias (toda a prensagem inicial), chamando a atenção de produtores de shows e das gravadoras. Essa sintonia fez com que o CPM 22 dividisse o palco com algumas bandas estrangeiras de hardcore que se apresentaram por aqui, como: Lagwagon, No Fun At All, Down By Law, e recentemente com os veteranos do Buzzcocks no Olympia, em São Paulo. Quem assistiu ao show pôde constatar que o CPM 22 já tem um público fiel. Não é para menos: ao vivo a banda esbanja vigor, característica do hardcore, cadenciando e conduzindo o público, formando uma síntese perfeita, um mix de “punch” e adrenalina. “Anteontem” reflete bem isso.

Agora o CPM 22 lança pelo selo Arsenal Music, com distribuição da Abril Music, o álbum CPM 22. O CD abre com a sensacional faixa “Regina Let’s Go”, que já está entre as mais pedidas nas rádios rock de todo país, enquanto o clipe rola na programação da MTV.

As experiências do cotidiano, as alegrias e frustrações estão presentes nas letras do CPM 22, como em “O Chão que Ela Pisa” e “...É Isso”. Recheadas de sinceridade, espontaneidade e até mesmo inocência, as letras em português refletem o desejo de serem compreendidos, tornando músicas como: “Tarde de Outubro” e “A Velha História” mais próximas do público. Se em “60 Segundos” o momento é de reflexão e vivacidade, em “Melancolia” é a vez de um inevitável desabafo em formato de uma bela balada hard-rock. O que mais impressiona na banda é a alternância e variação entre peso, melodia e velocidade. A agradável “Duas Semanas”, forte candidata a hit, encerra o CD mesclando suavidade e ardor.

Nas palavras de Badaui (voz), Portoga (baixo), Ricardo (bateria), Wally e Luscius (guitarra), “O Mundo dá Voltas”, e com o lançamento de CPM 22 (o álbum) a banda marca sua estréia no cenário da música brasileira atual, trilhando seu caminho, conquistando seu espaço, e provando que é muito mais que uma sigla composta por letras e números. CPM 22 hoje é sinônimo da qualidade e sangue novo que o rock nacional precisa. E é nisso que o CPM 22 difere das bandas dessa geração, em meio ao caos urbano, avanços tecnológicos, violência desenfreada, eles são somente o baixo, as guitarras, a bateria, as dificuldades, as alegrias, os romances, a simplicidade e principalmente a voz, de uma juventude que quer se divertir, brindar a vida e jamais se calar. O convite para um mundo cheio de sentimentos, riffs de guitarras e energia está feito!

Ricardo Tibiu
(Setembro de 2001)
A alguns Quilômetros de Lugar Nenhum
2000
Para gravar o CD A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum eles voltaram ao estúdio do Kuaker em agosto de 2000. No primeiro dia de gravação, antes de saírem de casa, receberam a notícia que o Democlipe da música "Anteontem" tinha sido indicado para concorrer no MTV VMB 2000. "Ficamos tão eufóricos que esquecemos o equipamento em casa e tivemos que voltar quando já estávamos no meio do caminho".
A gravação desse disco demorou mais do que o previsto, pois nessa época Luciano estava trabalhando no Rio de Janeiro e só podia gravar as guitarras nos finais de semanas que ia para São Paulo. O CD saiu no final de novembro, um dia antes da saída para a sua primeira turnê pelo Sul do Brasil juntamente com as bandas Lagwagon (Califórnia) e Fun People (Argentina). Levaram uma mala cheia de CDs que foram vendidos nesses shows. Em dois meses foram vendidas 4 mil cópias.
VÍDEOS
Perdas
Inevitável
Apostas & Certezas
Um minuto para o fim do mundo
Escolhas, Provas e Promessas
Nossa Música
Abominável
CPM 22
Hospital do Sofredor
Vida ou Morte
Tarde de Outubro
Regina Let's Go
Irreversível
Estranho no Espelho
Anteontem
O Mundo da Voltas
Dias Atrás
Não sei viver sem ter você
Desconfio
Sonhos e Planos (Valinhos - Festa do Figo)
Um Minuto para o Fim do Mundo (Valinhos - Festa do Figo)
Desconfio (Sampa Music Festival)
Além de nós (Bauru)
O Mundo da Voltas - Curitiba
Desconfio - Curitiba
Um minuto para o Fim do Mundo - Bauru
Vida ou Morte
Não sei viver sem ter você (Ao Vivo)
Planeta Atlântida 2004
Festival de Verão de Salvador 2005
Fanático MTV
Programa do Jô (2011)
Programa do Jô
Acesso MTV
Caldeirão do Huck
MTV Visita Badauí
Família MTV 2 ep 3/3
Família MTV 3 ep 1/3
Bem Brasil (2002)
Faustão - Disco de Ouro
Musikaos 2001
Estúdio Rolling Stone
Bastidores Multishow
Zona de Impacto
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Making Of Abominável
Melhores momentos - Arapiraca - AL
Rio das Ostras
Pré produção - Acústico 2013 #1
Pré produção - Acústico 2013 #2
Pré produção - Acústico 2013 #5
Manaus
Sell Out
(Reel Big Fish)
Planeta Atlântida 2008 - A-OK
(Face to Face)
Luau MTV - Boys Don't Cry
(The Cure)
TV UOL - Judy is a Punk
(Ramones)
Bem Brasil - Rock'n Roll Highscholl
(Ramones)
Meu Erro (+ Pitty)
(Paralamas do Sucesso)
Festival de Verão 2006 - The KKK Took My Baby Away
(Ramones)
CPM e Garage Fuzz - A-OK
( Face to Face)
Anteontem
(Banda TripBanda)
Um Minuto para o Fim do Mundo
(Moonkie - Bass Cover)
Nossa Música
(Pedro Fernandes Neto)
Mentiras Novas
(Deleo)
Especial como você
(Thiago M. & Tim V.)
Um minuto para o fim do mundo
(Dreeh Romano)
Dias Atrás
(A Banda Crash)
Não sei viver sem ter Você
(UnderClass)
Irreversível
(Henrique)
Um minuto para o Fim do Mundo
(Cover Clau)
Dias Atrás
(Rafael Arantes)
Tarde de Outubro
(Sangerine)
Irreversível
(By Fuuh)
Não sei viver sem ter você
(Fabricio Sombrio)
Não sei viver sem ter você
(TPM Rock Girls)
Um minuto para o fim do mundo
(Full Box)
Regina Let's Go
(TPM Rock Girls)
O Chão que ela pisa
(Lual L)
Dias Atrás
Um minuto para o Fim do Mundo